
Cárcere privado
Tento não me desabar.
Mas meu peito remoi cada lembrança,
Cada momento, cada sorriso.
Já não sou eu mesmo.
Minha dor já me controla.
Minhas lagrimas já nem escorrem mais.
Esse cárcere agora é meu novo lar.
Sem direito a qualquer visita.
A felicidade a tempo não me vê,
a tristeza, minha companheira fiel.
O que me resta é ficar nessa prisão.
Nesse inundo vendaval,
vendaval e dores e tormentos.
O que me resta agora,
é ser tripudiado pela tristeza.
Ana Carolina Sabino
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